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Aluno do ELITE é destaque na Redação da UNICAMP
O aluno do ELITE, Thiago Cardoso da Costa, prestou o vestibular da UNICAMP, um dos mais concorridos do país. Seu resultado foi incrível: ficou em 2º Lugar em Engenharia Mecânica, 19º Geral no Brasil.
Não bastasse isso, Da Costa teve a sua redação destacada como uma das melhores pela Coordenação do Vestibular. O texto foi publicado no livro de melhores redações do Vestibular Unicamp 2005, sendo considerada a melhor dissertação deste concurso.
O tema da prova de redação era o Rádio, cujo recorte temático era: “a permanente reconfiguração do rádio, com suas mudanças na forma de transmissão e de recepção, mostra-nos a força desse meio de informação, divulgação, entretenimento e contato.”
A seguir leia a redação de Thiago, intitulada "O fascínio do rádio", considerada uma das melhores do Brasil.
O fascínio do rádio
Em um mundo globalizado, dominado pela internet e pela televisão, ainda há um espaço para um utensílio de comunicação que não emite nada além de som: o rádio. No início do século XX, quando a televisão ainda não havia sido inventada e difundida, era o rádio o instrumento capaz de informar o mundo e estreitar os laços de comunicação.
No entanto, hoje, há meios de comunicação muito mais avançados que o rádio para fazer o seu serviço. Ele já poderia ter se tornado obsoleto, mas é o contrário que acontece. A cada dia mais e mais pessoas no mundo adquirem um aparelho de rádio. Por quê?
O rádio possui diversas características que o tornam ainda hoje atrativo a determinados públicos-alvo. Comparado à televisão, o rádio apresenta um mecanismo mais simples de funcionamento, o que implica menor investimento tecnológico e menor preço no mercado. Pessoas com baixa renda financeira não querem ficar isoladas do mundo, e por isso compram um “radinho”.
Ele vem se tornando cada vez mais compacto e tem a vantagem de que não precisamos ter contato visual com ele para que estejamos recebendo a sua informação. Assim, ele é um instrumento que proporciona lazer e informação àqueles que precisam de olhos atentos para trabalhar ou para outros fins, como alguém no estádio de futebol assistindo ao jogo ou alguém correndo no parque. Assim, o rádio abrange tanto as pessoas de baixa renda financeira como as pessoas de outras classes sociais. Não é à toa que grandes multinacionais ainda invés tem em tecnologia para esses aparelhos.
Além disso, o caráter político-informativo que o rádio possuía no século XX ainda permanece nos dias de hoje. Naquela época, o rádio exercia a função de promover lazer, informação e publicidade. Hoje, a televisão e a internet suprem algumas dessas funções. Apesar de ainda hoje haver publicidade no rádio, o investimento é mais maciço nas mídias essencialmente globalizadas. Sobra ao rádio complementar as funções dos outros meios de comunicação com o lazer e a informação.
É aí que ele surge como um meio alternativo às idéias globais. A influência da globalização sobre os rádios não é tão sentida quanto nos outros meios, o que dá espaço para uma liberdade de expressão mais literal, sem preocupações de cunho estético e ideológico. É essa capacidade do rádio que deixa a população rural em igualdade com a população urbana, pois ele agrada a ambas com sua programação oferecida.
Sendo assim, é por todos esses motivos que o rádio ainda exerce fascínio em todas as classes sociais e ainda não se tornou um meio de comunicação obsoleto. É por isso que ainda se investe em tecnologia para reconfigurar o rádio de modo a ser cada vez mais um meio de comunicação de todos: do vovô sentado em sua varanda no interior ao jovem que realiza a sua caminhada diária no parque; da menina que escuta sua banda favorita ao grupo partidário que quer afirmar as suas idéias. Enfim, é isso que mantém a importância do rádio para a sociedade, como um meio de difusão e também de aproximação de todos nós. Esse é o fascínio do rádio.
Thiago Cardoso da Costa
