Atualidades


 .: Atualidades para Vestibular

O ELITE Pré-Vestibular anula questão de matemática

 

A equipe de matemática junto com os alunos do curso ELITE não concordaram com o gabarito inicial da questão 47 de matemática, que era "B". Diante disso, argüiu alguns de seus alunos a elaborarem um recurso provando que a questão poderia apresentar até 4 alternativas corretas das cinco apresentadas. Após dar entrada do recurso, houve um demora no resultado de uma reposta do recurso, que por insistência do curso, convicto de sua afirmativa, conseguiu o êxito. Assim, junto com o listão dos aprovados, também foi liberado um novo gabarito e médias, onde constava a anulação da questão, mudando, com certeza, a história de alguns bons alunos.
A comunidade ELITE parabeniza a equipe de matemática e os alunos envolvidos nesse ato, assim como também a toda a equipe de matemática da PUCRS por ter entendido e ratificado o recurso.

Endereço dos gabas da PUCRS:
http://www.pucrs.br/vestibular/index1.htm

O ELITE Pré-Vestibular está na FURG

 

O ELITE está em Rio Grande com seus alunos que estão prestando vestibular na FURG, com predominância no curso de medicina. Junto com eles foram vários professores, que estão realizando diariamante os pré-provas abertos a toda comunidade. Por isso, vários alunos de outros cursinhos estão participando desse sucesso.
Além disso, todos os dias as provas são analisadas e gabaritadas pela equipe de professores junto com os alunos.
O ELITE levou seus alunos em um lindo e confortavel ônibus leito class exclusivo, personalizado e identificado pelo seu logo "ELITE PRÉ-VESTIBULAR".
Além de tudo, os alunos contam com acompanhamento do psicólogo do curso, que está integrando a comunidade ELITE na FURG.

Parabéns a todos do ELITE e dos demais alunos que estão participando desse grande evento, que já é um sucesso.

FFFCMPA - NOTA DE ESCLARECIMENTO

 


A Direção da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), com o objetivo de oficializar informações referentes ao Concurso Vestibular 2007, vem a público esclarecer os seguintes pontos:

Acontecimento de ordem externa, decorrente de orientação emanada do Colendo Tribunal de Contas da União, fato passado ao início do segundo semestre de 2006, fez com que esta FFFCMPA se deparasse com a necessidade de alteração da sistemática que vinha sendo adotada para a contratação de empresa responsável pela realização de seu concurso vestibular, tal qual havia ocorrido por ocasião da aplicação do concurso anterior. O planejamento do vestibular 2007 havia iniciado ao final do Concurso anterior, como atesta a divulgação pública das leituras obrigatórias, já em janeiro de 2006.

Em face da referida orientação do TCU, deu-se início a novo procedimento preparatório da contratação de empresa especializada, responsável por todas as fases do concurso vestibular 2007, fato que vem sendo acompanhado pela Douta Procuradoria Regional Federal, a qual bem monitora a evolução dos fatos.

Entraves burocráticos, às vezes intempestivos, que corroem a administração das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), objeto de várias tratativas da Associação Nacional dos Dirigentes das IFES com o Ministério da Educação, impediram mais uma vez a divulgação do calendário definitivo do Concurso Vestibular 2007 na data de 31 de novembro do corrente, como previsto pela Instituição.

Neste momento, cabe informar que a Direção está absolutamente atenta à realização do Concurso e que o mesmo deverá seguir as normas de correção e segurança atingidas em sua última versão.

A realização do Concurso está prevista para o final de janeiro de 2007 (data indeterminada) e informações definitivas serão anunciadas em breve, exclusivamente através deste site. Instruções expressas impedem que os funcionários da Instituição forneçam informações, a bem de tratar igualitariamente todos os interessados.

Todo o cuidado que cerca o atual processo é no sentido de preservar e consolidar a imagem da FFFCMPA, uma instituição sólida, de tradição e qualidade reconhecidas no País.

Miriam da Costa Oliveira
Diretora da FFFCMPA

(está no site http://www.fffcmpa.tche.br/vestibular/index.php)

Ser aluno antenado faz diferença

 

SIMONE HARNIK
VINÍCIUS CAETANO SEGALLA
da Folha de S.Paulo

Além da grade programática básica do ensino médio, da física à história, cada vez mais os vestibulares têm exigido dos candidatos conhecimento sobre a realidade contemporânea. É muito comum uma prova questionar sobre um conflito, como a guerra no Iraque, ou fatos e conjunturas do momento, como as disputas entre Brasil e Bolívia na questão energética, por exemplo.

São as chamadas questões de atualidades, normalmente inseridas nos exames de geografia e de história. Algumas escolas particulares vão além e incluem em seus vestibulares uma prova inteira só com perguntas de atualidades.

O tema requer cuidado e atenção do aluno, pois não é possível se preparar do mesmo jeito que se estuda as outras matérias. Lissa Maria Bayeux Lourenço, 17, se prepara para o vestibular de comunicação social da ESPM, principalmente, por revistas e pela internet. "Não tem como saber de tudo, porque pode cair pergunta sobre polícia, cinema, música. Tento ler bastante."

Para incentivar os alunos a ficarem bem informados, o colégio Augusto Laranja, em Moema (zona sul de São Paulo), mantém a disciplina atualidades há seis anos. A matéria convida os estudantes a acompanharem as notícias do Brasil e do mundo pelos jornais, revistas e pela mídia eletrônica.

"A idéia é fazer com que os alunos se habituem ao manuseio do jornal, percebam e comparem visões divergentes e posicionamentos políticos de cada veículo", conta o professor Rogério Gimenes de Campos.

A aluna Ana Beatriz Gomes, 18, que vai prestar medicina na Fuvest e direito na FGV, aprova a matéria. "A GV cobra bastante essa área e a matéria é boa porque nos obriga a ficar a par das notícias do mundo. É interessante comparar como noticiam um mesmo ato terrorista um jornal brasileiro, um americano, um francês e um israelense", afirma.

No Colégio Santo Américo, na zona oeste, o terceiro ano do ensino médio tem um cursinho pré-vestibular e, em um dos dias da semana, há uma aula de atualidades. "O curso não tem programa definido e o professor elabora as aulas conforme os acontecimentos do mundo", explica o coordenador Miguel Augusto de Toledo Arruda.

Já no Colégio Santa Maria, na zona sul, as atualidades são desenvolvidas em uma oficina semestral optativa. O estudante recebe temas para se preparar e discutir em sala com os colegas. "Dá para notar que muda o jeito de se comportar num debate", afirma a professora Maria Cristina Forti.

Para a professora Maria Gorete Frizzarini, da Cásper Líbero, "cobrar atualidades é necessário porque os profissionais têm de estar cada vez mais antenados. Queremos um cidadão mais consciente da realidade nacional e global, sensível a questões políticas e sociais."

O que estudar?

"O estudante tem de se colocar no lugar do examinador. A pessoa que faz a prova também é influenciada pelas notícias. E é em julho, agosto e setembro que as questões costumam ser produzidas", afirma o supervisor de geografia do Anglo, Reinaldo Scalzaretto.

A dica vale para a ESPM: "O candidato deve se concentrar nas notícias até o final de setembro, quando a prova é elaborada", afirma o diretor nacional de cursos de graduação da entidade, Alexandre Gracioso.

Já para o curso de direito da FGV, não há hora para para parar de se informar. "É importante saber das questões sociais, econômicas e culturais do mundo até o dia da prova, pois há uma avaliação oral", explica a coordenadora da graduação, Adriana Ancona Faria.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19063.shtml

Degelo de solo piora aquecimento global (Solos permafrost)

 

O solo congelado da Sibéria pode estar guardando uma bomba-relógio do aquecimento global, afirma uma nova pesquisa. Conforme a Terra esquenta, gases-estufa capazes de tornar o planeta ainda mais abafado estão escapando do chão em velocidade cinco vezes maior do que o esperado.

Nesse tipo de chão, conhecido como "permafrost", são especialmente grandes as quantidades de metano, um gás-estufa 23 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono, principal vilão do aquecimento global hoje. Os pesquisadores temem que se instaure uma espécie de "feedback", ou círculo vicioso.

"Quanto mais alta a temperatura fica, mais 'permafrost' derretemos, e maior a tendência de que surja esse círculo vicioso", afirmou Chris Field, diretor de ecologia global da Instituição Carnegie de Washington (EUA). "Essa é a parte assustadora dessa coisa. Há vários mecanismos que tendem a ser autoperpetuadores e relativamente poucos capazes de desligar esse processo", disse Field, que não participou do estudo, publicado na edição de hoje da revista científica "Nature" (www.nature.com).

O efeito vem basicamente da Sibéria, mas também de outros lugares, onde um tipo de "permafrost" rico em matéria orgânica congelou há 40 mil anos.

"Os efeitos podem ser enormes", disse Katey Walter, principal autora do estudo, da Universidade do Alasca em Fairbanks. "Há muita coisa saindo, e ainda há muita coisa que pode sair." A evaporação não deve acontecer de uma vez e levaria décadas para se completar, mas o metano e também o dióxido de carbono vão escapar do solo se as temperaturas aumentarem, afirma.

"É como uma bomba-relógio em câmera lenta", compara Ted Schuur, da Universidade da Flórida. Nesse tipo de solo congelado, plantas ricas em carbono ficaram presas no gelo durante um período glacial que veio rápido demais. Conforme o "permafrost" derrete, o carbono contido na matéria morta é liberado na forma de metano, se estiver debaixo d'água, em lagos, como boa parte da Sibéria estudada por Walter. Se estiver no seco, o carbono é liberado na forma de dióxido de carbono (CO2).

Os cientistas ainda não sabem o que é pior. Embora o metano seja muito mais eficiente em reter calor, só dura cerca de uma década na atmosfera. Já o dióxido de carbono funciona como um cobertor atmosférico durante mais de um século, em média.

"O resumo da ópera é que é melhor deixar esse negócio congelado no chão", diz Schuur. "Mas estamos chegando ao ponto em que mais e mais dele está indo parar na atmosfera", afirma.

Na Sibéria, a grande quantidade de lagos complica a situação porque a água, embora fria, ajuda a aquecer e derreter o "permafrost", afirma Walker.

Fonte - Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15144.shtml

História única

 

Agência FAPESP - Há décadas que cientistas têm buscado entender como e quando o homem ocupou o continente americano, mas as conclusões, até agora, têm apontado em direções diferentes e até mesmo contrárias.

Um grupo formado por três brasileiros e um argentino acaba de reunir peças do quebra-cabeça para tentar apontar um caminho. O resultado foi debatido na semana passada em Foz do Iguaçu, no 52º Congresso Brasileiro de Genética. E as discussões devem continuar logo, pois o novo modelo proposto será discutido com mais profundidade em outubro, em encontro em Ouro Preto (MG) que terá participação de renomados especialistas internacionais.

O novo modelo de povoamento da América, de acordo com Rolando Gonzalez José, do Centro Nacional Patagônico (o argentino do grupo), está baseado em intervalos distintos de tempo. “Todas as nossas evidências apontam que as primeiras passagens da Ásia para a América ocorreram há 20 mil anos”, disse José à Agência FAPESP.

“Acreditamos que estamos no caminho certo. É claro que a história que se pretende contar é única. Mas o nosso modelo está aberto à discussão, a concordâncias e também a opiniões contrárias”, disse Maria Cátira Bortolini, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Desenvolvido também com a participação de um pesquisador da PUCRS, Sandro Bonato, e outro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o modelo que tenta explicar o povoamento americano foi construído com base em dados biológicos, antropológicos, genéticos e até lingüísticos. “O ponto-chave inicial era a existência de uma grande diversidade morfológica”, explica José.

Depois disso, com a formação da chamada Beríngia, há 18 mil anos, e do retrocesso da glaciação na região, o que permitiu a abertura de uma rota terrestre naquela zona (14 mil anos), passou a ocorrer uma variação genética contínua dentro da população que atravessou da Ásia para a América. “No início, houve um fluxo genético limitado ao Círculo Polar Ártico, que teve importância muito grande no resto do processo”, disse José.

Para continuar a povoar a América, pelo oeste da América do Norte, os novos colonizadores, segundo o modelo, teriam não apenas usado vias terrestres, mas também marítimas. “Havia um conhecimento de navegação suficiente que permite afirmar que o mar foi usado para a ocupação litorânea. Não estamos falando de travessias oceânicas, mas de viagens de um ponto a outro da costa, no sentido norte-sul ou sul-norte”, explicou outro integrante do grupo, Fabrício Santos, da UFMG.

O processo evolutivo ocorrido na América, que teve origem entre os povos mongolóides da Ásia, não apenas desencadeou a ocupação de todo o continente com o passar dos anos como também teria voltado para o próprio norte da Ásia. “Hoje é possível afirmar que houve um refluxo. Alguns padrões genéticos americanos são encontrados do lado de lá também”, afirmou José.

Mesmo depois da abertura do estreito de Bering, há 14 mil anos, essas duas evoluções continuaram a ocorrer dos dois lados do Pacífico. E muitos processos distintos ocorreram entre os chamados extremos morfológicos, representados pelas feições mongolóides de um lado e as totalmente diferentes dessa primeira. Isso poderá, no futuro, corroborar ainda mais o novo modelo. Ou, então, transformá-lo por completo.

11/09/2006

Por Eduardo Geraque

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6059

Conferência confirma que Plutão deixa de ser planeta

 

da Folha Online

A União Astronômica Internacional excluiu nesta quinta-feira Plutão como um planeta do Sistema Solar, após longas e intensas controvérsias sobre a resolução. A decisão foi votada hoje no plenário da 26ª Assembléia Geral da entidade, realizada em Praga. O Sistema Solar passa assim a ter oito planetas em vez de nove.

Na quarta-feira, Junachi Watanabe, porta-voz do Observatório Nacional de Astronomia japonês e membro do "Comitê da IAU para a Definição de um Planeta" já havia antecipado a decisão da reunião.

Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem, desta forma, que se cometeu um erro quando ficou determinado que Plutão pertencia a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.

A definição adotada preenche um vazio que existia no campo científico desde os tempos do astrônomo polonês Copérnico (1473-1543).

A nova definição estabelece que os planetas do Sistema Solar são oito-- Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão, o novo objeto UB313, descoberto no ano passado, e Ceres entram na classificação de planeta anão, uma nova categoria. Uma terceira categoria também foi criada que se refere a objetos menores que orbitam em torno do Sol, como asteróides, cometas e satélites naturais. Estes serão chamados de pequenos corpos do sistema solar.

Segundo a definição estabelecida pela União Astronômica Internacional, um planeta é aquele que tem massa suficiente para ficar isolado em sua órbita, o trajeto que percorre em volta do Sol.

"Em sua formação e evolução o planeta "limpa" a região a sua volta", explica o astrônomo do Laboratório Nacional de Astrofísica Carlos Torres. "Em torno da órbita de Plutão há vários outros corpos, por isso ele não é mais um planeta", acrescenta.

Especialistas afirmam que em poucos anos deverão ser catalogados vários planetas anões no Sistema Solar.

A nova definição venceu a proposta feita, na semana passada, por alguns astrônomos do encontro de aumentar para 12 o número de planetas no Sistema Solar.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15073.shtml

Bactérias que digerem petróleo.

 

08/2006

Agência FAPESP - O petróleo bruto, liberado naturalmente das rochas nos fundos dos oceanos, não chega a causar impactos negativos sobre a biota marinha. Muito pelo contrário. Em condições de equilíbrio, ele até serve de alimento para a bactéria Alcanivorax borkumensis, que sobrevive única e exclusivamente graças à ingestão do mineral.

Entender como trabalham essas biodigestoras de petróleo – descobertas por pesquisadores do Centro Helmoltz de Pesquisas em Infecções, na Alemanha –, do ponto de vista bioquímico, passou a ser uma pergunta científica relevante. Se as respostas ainda não estão completas, um artigo publicado na edição atual da revista Nature Biotechnology mostra que um avanço significativo foi obtido.

Um grupo que reuniu alemães, espanhóis e italianos conseguiu desvendar o genoma da bactéria ingestora de petróleo. Na avaliação dos integrantes está dado o primeiro passo para que, no futuro, com base na bioquímica das bactérias, métodos eficientes de descontaminação ambiental, voltados para os vazamentos de petróleo no mar, possam ser desenvolvidos.

Cm os dados genéticos nas mãos, os pesquisadores podem afirmar que a bactéria A. borkumensis apresenta um grande arsenal enzimático voltado para a quebra das moléculas do petróleo cru. Além desse conhecimento específico, o genoma agora decifrado poderá ter outras utilidades.

Uma delas, explicam os cientistas, é entender, em um aspecto mais geral, como as bactérias sobrevivem. “Em alguns casos, descobertas nesse campo podem até ajudar no controle das infecções microbianas”, explica Peter Golyshin, coordenador da pesquisa, em comunicado da instituição alemã.

Fonte do site:
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=5878

Hizbollah: Milícia é partido político dos muçulmanos xiitas libaneses

 

Escrito por Antonio Carlos Olivieri

Hizbollah significa "Partido de Deus". A palavra é formada pela junção de hizb, que quer dizer "partido" e Allah, Deus, em árabe. Como a tradução da palavra deixa claro, trata-se de um conceito estranho à mentalidade ocidental, em que, desde o século 18, se procedeu a uma grande separação entre religião e política. Um "Partido de Deus" não faz sentido nem para a ciência política nem para a teologia do Ocidente.

No entanto, para o islamismo, em especial para a denominação xiita, que prega a total fidelidade e a submissão do homem a Deus, a idéia de um partido político religioso ou mesmo de um governo com base na religião não só é plausível como tem existência real, por exemplo, no próprio Hizbollah e na República Islâmica do Irã, em que estão unidos, respectivamente, uma noção política (república) e outra religiosa (islamismo).

O Hizbollah é um grupo xiita libanês, que está constituído simultaneamente como partido político e como milícia, isto é, uma organização de cidadãos armados que não integram o exército de um país. O governo do Líbano e seu exército não se demonstrou capaz de desarmá-lo, apesar da pressão internacional nesse sentido.

Islamismo
O Hizbollah foi fundado em 1982 para combater as forças armadas de Israel, que haviam invadido o sul do Líbano naquele ano, para combater a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), após ataques lançados por esta ao território israelense, a partir de bases em solo libanês.

É importante compreender que o Hizbollah representa os xiitas do Líbano. Para isso, evidentemente, é preciso saber o que é xiismo, o que obriga a um retorno de cerca de 13 séculos na história. Assim como o judaísmo e o cristianismo, o islamismo é uma religião monoteísta, que prega a crença na existência de um único Deus.

Trata-se do mesmo Deus de judeus e cristãos, que, segundo a tradição árabe, revelou-se ao profeta Maomé (ou Muhammad) no século 7 d.C. Vale lembrar que "Islão" ou "Islã" significa "submissão" total à vontade de Deus e que "muçulmano" significa "servo" de Deus.

Sucessão de Maomé
Pois bem, segundo a tradição islâmica, todos os profetas enviados anteriormente por Deus, como Moisés ou Cristo, não foram escutados, mas sim perseguidos e até mesmo executados. A Maomé coube, portanto, conduzir os homens ao modo de vida que Deus lhes destinou e do qual a revolta e o pecado os afastaram.

Entretanto, após a morte de Maomé, em 632 d.C., a comunidade muçulmana se dividiu entre os que acreditavam que seu sucessor, ou "califa", deveria ser o homem mais qualificado para manter os costumes ou "sunna" de Maomé. Formaram a comunidade sunita.

Outro grupo muçulmano elegeu como sucessor do profeta seu primo e genro, Ali, formando o "shi'at'Ali", que deu origem à comunidade xiita, que tem líderes espirituais chamados "imãs" e cuja mais alta autoridade religiosa são os "aiatolás".

Os sunitas compõem 90% dos muçulmanos, mas os 10% xiitas (que também se subdividem em grupos menores) são os que se entregam a sua fé de modo mais radical, tendo, a partir da Revolução islâmica do Irã, em 1979, entrelaçado completamente sua prática religiosa à política e levado adiante ações armadas contra Israel e o modo de vida do mundo ocidental, para eles representado pelos Estados Unidos.

Síria e Irã
É nesse contexto que se enquadra o Hizbollah, portanto. Após a retirada das forças israelenses do Líbano em 2000, o grupo, que era basicamente uma milícia, constituiu-se num partido político, que, atualmente, detem 18% das cadeiras do Parlamento libanês e que é responsável por diversos projetos de desenvolvimento econômico e infraestrutural no país.

No entanto, há cerca de um mês, a ala armada do Hizbollah, encorajada pela Síria e pelo Irã, disparou mísseis contra o norte de Israel e seqüestrou dois soldados judeus, o que resultou no contra-ataque israelense e no conflito que abala o Oriente médio atualmente. Os interesses da Síria e do Irã na questão são ao mesmo tempo geopolíticos e religiosos.

Uma eventual intervenção da Síria para pôr fim às operações do Hizbollah pode ser o ponto de partida para o país negociar com Israel as colinas de Golã, território que lhe foi tomado pelos israelenses na guerra entre os dois países em 1967. Quanto ao Irã, seu presidente já se manifestou contra a existência de do Estado de Israel e sua intenção é expandir a influência iraniana e do islamismo xiita na região.

Retirado do site:
http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/atualidades/ult1685u253.jhtm

Fonte: UOL Lição de Casa

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