Elite na Mídia

TVCOM, 11 de Janeiro de 2007.

Thiago da Costa - exemplo de determinação e vontade!



Zero Hora, 10 de Janeiro de 2007.

   Clique na imagem acima e leia a reportagem sobre Thiago Cardoso da Costa.



Jornal Nacional, 1 de Agosto de 2003.

  Veja a reportagem exibida dia 1/8/2003 no Jornal Nacional com o Prof. Luciano Castro professor do Elite.

Clique para ver o vídeo



Revista Veja, 28 de Janeiro de 2004.
Pag 66-67.

Educação
Tudo por um diploma

Especialistas na arte de colocar alunos nas melhores universidades, os cursinhos têm uma só fórmula: competição ao extremo
Marcelo Carneiro, Oscar Cabral.


Fábio Dias, aluno nota 10: bolsa integral e propostas para mudar de curso

  O ensino privado movimenta no país, anualmente, 45 bilhões de reais. Há desde pequenas escolas maternais até universidades com 85.000 alunos. No topo desse mercado, porém, estão potências que surgiram a partir da descoberta de uma mina de ouro – os cursos pré-vestibulares. Atualmente, quatro dos cinco maiores grupos educacionais em atuação têm como origem cursinhos que viraram cursões. O segredo do sucesso desse modelo é um só: muita competição. Enquanto os alunos se entregam a uma guerra por carreiras altamente disputadas, como medicina e direito, em que a relação candidato/vaga pode chegar a 35 por 1, os cursinhos pré-vestibulares lançam mão de todas as armas para colocar nas melhores universidades mais vestibulandos que o concorrente.

  Nessa briga, em que vale quase tudo, os alunos de ponta costumam ser disputados a tapa. A eles são oferecidos bolsa integral, professores individuais e até transporte. Os cursinhos apostam no talento desses estudantes para conquistar os primeiros lugares nos vestibulares mais difíceis. Se a aposta der certo, o curso propagandeia o feito, atraindo novos alunos. O carioca Fábio Dias Moreira, de 16 anos, é uma dessas estrelas. Aluno do colégio Elite, um curso especializado em provas com alto grau de dificuldade, como o vestibular do Instituto Militar de Engenharia (IME), Fábio é uma espécie de gênio precoce. Aos 5 anos, antes mesmo de entrar no primário, lia e fazia as quatro operações. Já conquistou uma medalha de prata na Olimpíada Internacional de Matemática, a prova mais difícil no gênero. No ano passado, Fábio transferiu-se de um colégio onde tinha bolsa integral para o Elite, mantendo o benefício. Recusou duas propostas de cursinhos para trocar de escola e conquistou, pelo Elite, a melhor classificação no IME entre os estudantes fluminenses. Ser o primeiro, no entanto, tem seu preço: "Estudo dez horas por dia e tive de aprender a conviver em ambientes de muita competição". Boa parte desses jovens é recrutada em instituições tradicionais, que não aderiram ao esquema do cursinho. No Colégio São Bento, primeiro lugar no ranking das melhores notas médias do vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no ano passado, os alunos que vão prestar exame são orientados a não aceitar propostas para, no tempo livre, complementar o estudo em cursos pré-vestibulares.

Divulgação:

Sala do Anglo, em São Paulo: isolamento acústico e janelas vedadas


  Mas a briga por estudantes de ponta é apenas uma entre as várias armas dos cursinhos (veja quadro). Até porque a principal função de um pré-vestibular não é aprovar alunos brilhantes, e sim fazer com que o maior número possível de estudantes – sejam eles excelentes, bons ou apenas razoáveis – conquiste sua vaga em universidades de prestígio. As turmas, por exemplo, não são fixas, como nos colégios tradicionais. Os alunos mudam constantemente, de acordo com seu desempenho, e os melhores são agrupados em classes com nomes como Primeiríssima ou Turma X. Claro que o sonho de todo vestibulando é fazer parte desse grupo. No Colégio pH, do Rio de Janeiro, que no ano passado teve o maior número de alunos aprovados na UFRJ, o estímulo à disputa por um lugar no topo é explícito. Às vésperas do vestibular, o próprio dono do colégio, o professor de química Paulo Henrique Martins, telefona aos 100 melhores alunos de cada uma das três áreas – exatas, humanas e biológicas – para desejar boa prova. PH, como é conhecido, também participa de algumas aulas e faz questão de lembrar aos vestibulandos que, em determinadas carreiras, a disputa é tão intensa que só em seu colégio há mais candidatos que vagas disponíveis. "Olhe para a cadeira ao lado. Aí pode estar seu rival", costuma dizer Paulo Henrique aos estudantes.

  A metodologia de ensino também passa por reformulação constante. No curso Pitágoras, de Minas Gerais, a novidade são as aulas interdisciplinares, com a presença de até sete professores de matérias diferentes na mesma sala. A idéia é preparar o aluno para situações em que uma mesma questão aborde temas tão díspares como história e física. A arquitetura das salas de aula também não escapa ao olhar dos cursinhos. No Anglo, um dos mais tradicionais de São Paulo, elas têm isolamento acústico e as janelas são vedadas, tudo para evitar que o estudante perca a concentração. Todo esse aparato visa também à disputa de mercado. O pré-vestibular é um curso livre. Em sua origem, era freqüentado basicamente por alunos que haviam fracassado na conquista da vaga e buscavam uma segunda tentativa. Hoje, a procura tornou-se maciça, e há colégios oriundos de cursinhos que cobram mensalidades de até 2.000 reais. Entre os inscritos para o vestibular de medicina da Fuvest, de São Paulo, o mais concorrido do país, 70% cursaram algum pré-vestibular. Entre os aprovados, esse número sobe para 86,5%. Ou seja: o cursinho não é garantia de vaga, mas, sem dúvida, tornou-se um aliado de peso na guerra pelo diploma.

  As armas dos cursinhos
• Criação de turmas de elite para estimular a competição entre os vestibulandos

• Descontos nas mensalidades e até bolsas integrais, de acordo com a performance dos estudantes nos simulados

• Salas de aula planejadas para estimular a concentração, com isolamento acústico e janelas vedadas

• Palestras com especialistas de auto-ajuda para os alunos e seus pais, às vésperas dos vestibulares mais concorridos

• Carga horária extensa. Nos cursos com turmas especiais para os vestibulares do IME e do ITA, os mais difíceis, os alunos passam oito horas por dia em sala e ainda têm aulas aos sábados e domingos

Informação adicional na internet (Veja on-line):