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Engenharia Civil

O campo de atuação do engenheiro civil sempre foi muito amplo. Modernamente, exige a formação de um profissional habilitado a atender obras muito distintas, tais como um edifício residencial, uma ferrovia, um aeroporto, uma usina hidrelétrica, uma rede para serviços de telecomunicações ou o sistema de saneamento básico de uma cidade. Por causa desse alto grau de diversidade e complexidade, a atividade exige de seus profissionais conhecimentos profundos em áreas como estruturas, estradas e transportes, hidráulica e saneamento, geotecnia e materiais.

Em linhas gerais, o programa do curso é composto por disciplinas de formação básica e profissional. As primeiras agregam conteúdos de matemática, física, química e suas ramificações, como a resistência dos materiais, a mecânica dos fluidos e a eletrotécnica, além de computação. As matérias de formação profissional incluem tópicos relativos a estruturas de concreto, aço e madeira, sistemas prediais, saneamento, recursos hídricos, materiais e técnicas de construção, obras de terra, rodovias e ferrovias. Paralelamente, o programa do curso congrega a participação crescente de temas de caráter humanístico ligados ao meio ambiente, ao espaço urbano e ao gerenciamento de recursos humanos e naturais.

É tarefa do engenheiro civil construir casas, prédios, pontes, barragens, abrir estradas e canalizar rios e córregos. Atuando sempre em parceria com outros profissionais, como o arquiteto, o topógrafo, o geólogo e o engenheiro de agrimensura, o engenheiro civil precisa também de conhecimentos técnicos de hidráulica, eletricidade, telefonia, transporte, entre outros, além de habilidade para administração e gerenciamento.

Sua rotina inclui o corre-corre diário entre a obra e o escritório, horas de desenho sobre a prancheta ou na tela do computador. Além dos cálculos, ele também deve dominar o universo de materiais, produtos, equipamentos e técnicas usados em obras civis. Conhecido por atuar em construções, o engenheiro civil tem espaço, ainda, nos setores auxiliares: drenagem, concretagem, pintura, topografia, dragagem e montagens industriais – construções para equipamentos industriais.

Na área urbana, o déficit habitacional do Brasil, que chega a dez milhões de unidades, mantém a construção de moradias entre as opções mais atraentes – mesmo nos grandes centros urbanos e em especial para a população de baixa renda. Mas um dos setores mais prósperos é o de auto-estradas, por conta das recentes privatizações. “O Brasil tem aproximadamente 100 mil km de rodovias pavimentadas, o que representa um déficit de 900 mil km”, informa João Virgílio Merighi, profissional da área de educação.

Como nos demais ramos da engenharia, a Civil se potencializa cada vez mais em virtude dos avanços tecnológicos. Portanto, é fundamental que, tanto o aluno quanto o profissional em início de carreira façam cursos de atualização. Wilson Lang, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), ressalta que as escolas brasileiras ainda estão muito atreladas ao ensino convencional. “Hoje, o aluno deve ter noções de marketing, sociologia e comunicação, para atender às exigências do mercado”, conclui Lang. Os veteranos também ensinam que, ainda que seja tentador permanecer somente na produção, o profissional não deve se contentar em ser apenas um “tocador de obras”, pois no espaço de cinco anos estará totalmente ultrapassado e terá grandes chances de ser substituído por outro iniciante.

Duração média do curso: cinco anos

SALÁRIO MÉDIO INICIAL - 2.000,00 a 3.000,00

Fontes: UNICAMP; PESQUISA ELITE

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